Cães independentes e donos do pedaço!

Fred é um vira-lata que, sem residência fixa, passa temporadas em um condomínio de Ribeirão Preto, no interior paulista. Essa história foi contada ontem (26.10) no jornal SPTV (veja aqui).

Fred está no condomínio desde janeiro. Foto: Reprodução

Segundo a reportagem, Fred ganhou amigos e inimigos no local, e sua vida cigana foi parar na Justiça. Muitos condôminos, principalmente a criançada, se apegaram ao cão. Cuidam, dão comida e carinho. Outros moradores se sentem incomodados  e dizem que ele é temperamental, por vezes agressivo.

Xereta Aurélio

Fred me fez lembrar o Xereta Aurélio, um cachorrinho sem noção que baixou aqui em casa há alguns anos. Assim como o vira-lata de Ribeirão Preto, Xereta ficava o tempo que queria aqui. Passava alguns dias, sumia, voltava semanas depois… Dormia, comia, ia pra balada, voltava se lhe desse vontade.

Xereta, talvez dê para imaginar o motivo do nome, era muito especial.  Pra começar, era vesgo, meio marrom com dourado, tinha os dentes inferiores tortos pra fora da boca, o que lhe garantia um meio sorriso sacana sempre à mostra. Andava meio trôpego, era pouquinho de latido forte. E por mais banho que tomasse continuava com seu cheiro peculiar.

Xeretinha

Na rua seu ibope era alto. Não tinha como não notar a sua feiura e simpatia. De vez em quando, latia do nada pro nada. Certa vez, meu pai foi parado quando passeava com ele por uma turma de crianças que o identificou como Bidú. Certeza de que era outra de suas várias identidades de outra casa de suas temporadas…

O pequeno X. Aurélio apareceu morto em um escadão. Deixou um aperto gigante no peito de muitos. Afinal, por ter uma vida independente não tinha um lar, tinha um bairro todo.

Creber

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2 respostas para Cães independentes e donos do pedaço!

  1. Drica disse:

    Como eu já disse, este cachorro devia fazer super sucesso nas matilhas da vida! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Seria legal tê-lo conhecido! rsrsrsrs

  2. Dimas Gomez disse:

    Em nome dos cães, lembrei do Cão sem Dono, adaptação do O dia em que o cão morreu, ambos do Daniel Galera (romance e roteiro). O protagonista convive com um cão bem nesses termos.

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