E quando a piada perde a graça?

E não é que o Rafinha Bastos foi mesmo convidado a se retirar da bancada do “CQC”? O assunto rendeu e muito se falou sobre a decisão da direção da Band.

E, independentemente  da audiência que as pessoas dão ou não ao programa e da simpatia ou aversão que sentem pelo humorista,  algumas reflexões  surgem. Alguns são adeptos da ideia de rir de tudo. Outros do não rir de nada, levar tudo extremamente a sério. Fico com a postura de quem avista o mar da areia, permite-se aventurar em suas águas, mas sem perder  a referência de terra firme. Ou seja, rir sim… Mas não de tudo…

E é fácil saber o limite. Basta colocar-se na posição do outro. Será que Rafinha Bastos faria a piada do estupro se tivesse uma “feia” estuprada na família? Ou gostaria que Buaiz fizesse piadinhas com sua mulher e seu bebê? Uma coisa é você zoar um colega seu porque ele tem alface nos dentes depois do almoço, outra completamente diferente é brincar com os traumas de alguém…

O apoio-mesmo em tom de “brincadeira”- a um ato de violência tão horroroso ou a invasão da vida íntima de alguém se justificam em nome de uma piada?  Risos momentâneos de alguns às custas da chateação (mais duradoura, certamente) de outros é tolerável em nome do humor?

Estive lendo a coluna de Nina Lemos e  concordo. Talvez seja mais um daqueles casos em que a arrogância é potencializada pela fama… E que a sensação de poder (associada a ideia de impunidade) tira o juízo. Em outras palavras, o egocentrismo sobrepõe-se ao respeito.

Então… não se trata de ser politicamente correto… trata-se apenas de não perder a medida… porque o excesso também não é saudável!

Rir é excelente… Faz bem e é recomendável… Mas rir de tudo é desespero…

Drica

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2 respostas para E quando a piada perde a graça?

  1. Alexandre de Aquino disse:

    Engraçado. Discutimos sobre esse tema umas duas vezes, antes desse episódio! Em uma delas porque fiz uns comentários no seu facebook que você não aprovou e deletou. Chamei aquilo de tiranismo e até numa medida de impulso deletei você da minha rede social!

    Em uma outra oportunidade porque deixaste o face aberto, alguém postou coisas idiotas no seu nome e acabamos falando outra vez sobre o assunto! Dessa vez de cabeça mais fria, refleti sobre a situação. Conversamos sobre a zueira saudável e a zueira em que você começa a pegar pesado demais com os outros! E numa reflexão pessoal concordei contigo.

    Logo depois disso surge esse caso do Rafa Bastos que vem exatamente para ilustrar aquilo que debatemos. Uma brincadeira entre amigos já pode ser muito delicada, imagina com uma pessoa pública então? Acredito que afastá-lo do programa seria exagero, mas foi válido dar uma suspensão nele! Agora talvez ele consiga perceber que é preciso pensar muito antes de falar algo! A flecha lançada não volta atrás e pode ferir seriamente!

    É isso. Fica o aprendizado!

    Abs,

    Alexandre de Aquino

  2. Drica disse:

    Poxa Alê… Legal seu comentário por aqui! Pois é, esses episódios sempre servem para a gente aprender… O importante é que estejamos sempre abertos ao aprendizado! 😉
    Bjão

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