Antes tarde do que nunca: o coração é sempre insensato assim?

Bem… Estou aqui tardiamente. A novela acabou sexta-feira, mas como diria o bom ditado: “Antes tarde do que nunca!”

É que toda vez que uma novela acaba é essa repercussão. Troca de opiniões nas redes sociais, elogios, críticas. O certo é que todo mundo tem o seu final particular e que muitas vezes é bem diferente do que o que vai a cena.

Mas “Insensato coração” decepcionou. Perdeu-se completamente em sua própria história. Tornou-se absurdamente irreal (não que as novelas não sejam irreais, fantasiosas, mas essa bateu o recorde) e fez com que grande parte do público perdesse a identificação com o que assistia todas as noites.

Dos “tantos finais distintos gravados para despistar a imprensa” (existiram mesmo?) usaram exatamente aquele que todos os jornais haviam divulgado. Vi na tela a reprodução exata do que havia lido.

Mas… Como as críticas à falta de consistência de Norma e companhia já foram muito comentadas e eu sou do contra (rsrsrs) estou aqui para falar do lado positivo.

Acho que a doentia superproteção materna da Wanda (exagerada é verdade. Mas que existe em menores graus por aí), a patológica relação de Norma com Léo (as mulheres que amam demais, mas que não se amam), a deterioração das relações afetivas, a ascensão dos envolvimentos sexuais sem compromisso e a violência gratuita contra a diferença mereciam discussão, sim.

Os lampejos de justiça (como a condenação de Cortez) antagonizados pela verdade de que o dinheiro exerce um poder assustador sobre o senso comum de quem teria (ele próprio, os carcereiros subornados) ou até de quem não teria mais nada a perder (os presos que mataram por uns trocados e que deveriam alertar para a decadência desse nosso sistema penitenciário que não recupera e até piora) também foram temas bem abordados.

E mesmo a clara menção ao “caso Tiririca” representado pelo final da personagem de Natalie L’Amour merece seu crédito.

Mas o melhor dessa novela foi o belo trabalho de Gabriel Braga Nunes e de seu psicopata Léo. A cena da morte precisa ser destacada, especialmente pela trilha sonora. O clássico seguido pelo rock dos Rolling Stones (que acompanhou a trajetória doente e torta do vilão) acertou em cheio. Na mosca!

Agradou-me… Muito! Deve ter decepcionado alguns…

Penso em todos os núcleos e personagens que acompanhei e me pergunto: os corações são assim tão insensatos?

Mas não há jeito… Com uma coisa Gilberto Braga e Ricardo Linhares podem contar: independentemente do final, seria impossível agradar gregos e troianos…

Então… Que venha a próxima!

Drica

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