“No dia em que NÃO saiu de caaaaasa…!”

Hoje é aniversário do meu amigo Poul Braitner, sim, se escreve assim mesmo: P-O-U-L  B-R-A-I-T-N-E-R. Uma homenagem a um jogador alemão de outras épocas chamado Paul Breitner. Tão peculiar quanto o seu nome é a maneira de viver e encarar o mundo do jovem Poul. Para prestigiar a data, relembro aqui uma das histórias desse camarada de coração grande, que conheci moleque e hoje já é pai de família.
 
Poul era fanático por músicas sertanejas e caso quisesse tirá-lo do sério era só contrariar seus gostos musicais, e se quisesse partir pra algo pior, era só falar mal de Leandro & Leonardo, seu ídolos. O grandalhão romântico tinha coleções de CD’s de duplas e vivia de uma nostalgia constante com suas músicas caipiras.
 
Poul trabalhava como office-boy da redação de um jornal e um dia viu chegar no meio da correspondência convites para uma festa de comemoração dos 2 milhões de espectadores do filme “Dois Filhos de Francisco”. No evento, iam estar todos os figurões do sertanejo, artistas do filme. Uma oportunidade perfeita até para cantarolar algo com a filha do Zezé, sonhou Poul.
 


O garoto sabia que a jornalista, editora super gente fina, não iria àquela festa com tanta empolgação como ele e arriscou pedir os convites. Ganhou. Nunca em sua história profissional trabalhou com tanto empenho para que as horas passassem rápido. Nenhuma secretária iria tirá-lo do sério. Ninguém atrapalharia seu estado de felicidade plena.

Pediu duas vezes para sair rapidinho durante o expediente. A primeira para comprar sapatos. Na segunda, uma camisa nova. Ninguém discordava. Todo o jornal sabia da notícia. Afinal, ele mesmo fazia questão de anunciar pelos corredores, com um sorrisão largo, que iria, logo mais, conhecer o Zezé di Camargo e o Luciano, que iria pedir pra cantar o trecho de uma música pra ele, que iria, que iria…
 
Todo mundo o parabenizava, pois sabiam da inocência da realização daquele sonho. Mas um único ponto não se acertava naquele evento. O endereço no convite não era localizado por ninguém. Tentaram o guia de ruas, site da SPTrans, ligaram pra companhia de táxi, falaram com motoboys, enfim, ninguém conhecia a rua impressa. Até que joguei no google o nome da balada e não gostei do CEP que encontrei. RIO DE JANEIRO.
 
Sim, o palco daquele encontro dali a algumas horas seria a cidade maravilhosa. E como dar a notícia para o entusiasmado Poul? A decepção do jovem comoveu a todos, menos um amigo nosso sem noção que aparecia de minutos em minutos em um canto distante rachando o bico e cantarolando: “No dia em que eu saí de casa…”

Creber

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3 respostas para “No dia em que NÃO saiu de caaaaasa…!”

  1. Eleide disse:

    Grandeeee homenagem ao Poul!!! história que não dá para esquecer…..
    Adorei!!!
    Bjsssssss

  2. marta disse:

    Aiê que dó!

  3. Cris disse:

    Não sabia dessa! Tadinho! Saudades do Poul!

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