Sonhos que se acabam onde deveriam começar

No começo, o nosso maior desafio é apenas andar. Levantar-se, manter-se ereto, firme e caminhar progressivamente, sem tombos, sem dores, sem arranhões.

Com o tempo, o nosso grande desafio passa a ser viver. A busca pelo lugar ao sol, a necessidade de constituir a sua própria vida, de ajudar quem nos ajudou e também aos que nem existiam antes de existirmos.

E nessa luta por condições melhores, na ânsia de alcançar uma posição que nos permita garantir conforto aos que nos são mais caros, os estudos têm lugar de destaque. O sonho de grande parte de nossos jovens é entrar em uma universidade boa, de qualidade, que lhes proporcione a abertura de portas para uma vida melhor. Ele só precisa se esforçar um pouco. Só dependerá dele! É o que dizem, não é?

E dentre tantos que se esforçaram, lá estava um. Um rapaz que viu no verde, nos prédios imponentes e no prestígio da Universidade de São Paulo, a chance de concretizar aqueles planos feitos um dia.

E provavelmente teria conseguido. Faltava tão pouco.

Mas não dependia só dele! Dependia que outros também atribuíssem valor à vida, que drogas, problemas sociais ou desavenças pessoais não virassem a agressividade que muitas vezes se concretiza em um estampido. Dependia também de medidas mais efetivas de segurança para proteger projetos, sonhos, vidas e esperanças. Esperanças que se esvaem e se acabam em milésimos de segundos… Momentos fugazes que substituem os anos de árduo trabalho, de alegrias e tristezas, de vontades e de esforços. Irreversíveis e marcantes!

E o que nos resta? Aquela sensação de impotência, de desamparo, profundo pesar… A impressão de que não se tem mais direito à proteção e muito menos à defesa… Que a submissão a quem te assalta, a quem te agride é obrigatória, embora você nunca tenha a garantia de manter a própria vida, mesmo quando se submete.  Quantos sentimentos! Ruins e comuns, verdade. Mas insuficientes, talvez.

A história triste de Felipe é resultado de um ciclo de estupros, assaltos e sequestros relâmpagos que vem acontecendo nos últimos meses no Campus Butantã da USP. Ações preventivas precisam ser tomadas urgentemente, isso é claro! Que venham os especialistas em segurança, a polícia e quem mais precise vir. O que não podemos mais permitir são as idas… As idas de pessoas inocentes e repletas de sonhos… É preciso que não deixemos que os sonhos se acabem onde deveriam estar apenas começando.

Drica

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