Carona Waissfoüder

Este post inicia uma nova categoria do blog, a de contos dos camaradas aqui classificada como “fuck contos”. Dada as figuras que conheço, a série promete render. Pra estrear, nada melhor que uma cascata do meu amigo Fernando Teles, capaz de entreter qualquer roda de troca de ideias com suas aventuras e desventuras. Bom humor é sua marca registrada. Apresentações feitas, bora conhecer uma história bem Waissfoüder!

Certa vez, uma peça da moto de Fernando caiu em uma avenida da zona lost. Para sua surpresa, ao voltar para pegá-la foi surpreendido por uma daquelas visões de oásis no deserto. Uma loira charmosa, corpulenta, ninfetíssima, segurava a peça para devolvê-la. Ela estava sozinha em um ponto de ônibus, no qual só passava uma linha, e cujo destino fazia parte do seu trajeto.

Plim! A lâmpadazinha acendeu. Os olhinhos do motoqueiro até brilharam quando ele parou ao lado da deusa e, sem trepidar, resolveu agradecer ao favor lhe oferecendo outro.
– Quer uma carona?
– Sim, pode ser – respondeu a Bonequinha (como ele a apelidou em imaginação).

A moça se ajeitou na garupa e o sorriso malicioso de Fernando cresceu denunciando os seus pensamentos. Para quebrar o silêncio, uma pergunta protocolar.

– De onde você está vindo?
– Da Febem. Estou de saidinha para trampar.

O olho do piloto esbugalhou.
Com a voz já mais seca e temendo a resposta, perguntou:

– Por que foi presa? O que fez?
– Sequestro, com meu namorado.

Glup!

– De que tipo?
– Ah, daqueles na porta do banco.

Frio na espinha.

– Mas… E agora você parou? O que está fazendo? (dependendo dessa resposta, ele não saberia mais o que fazer com a loira).
– Eu estou trabalhando com o meu pai em uma funilaria. (é… ufa!).

Coração e moto acelerando. Pense, pense, pense rápido…

O que mais queria nessa hora era se livrar da Sharon Stone da garupa. Foi então que se lembrou de uma garota que havia sido presa e resolveu criar certa intimidade, na base do “temos conhecidos em comum”. Por sorte, a “amiga” foi lembrada. O assunto acabou… Como a dupla enveredou por uma avenida com trânsito congestionado e não dava para manter um diálogo, Fernando acelerou mais ainda a fim de despachar logo a mercadoria.

Próximo de um ponto que ficaria bom para a moça, ela mudou de história e começou a pedir que ele a deixasse em sua casa. Insistiu. Insistiu muito.

Fernando conhecia o lugar proposto. Aliás, era uma favela bem conhecida das páginas policiais. Levar aquele anjo naquele paraíso não dava mesmo.

Fud..! – pensou.

No próximo ponto de ônibus, parou a moto. E depois de muito gaguejar e inventar as mais cabeludas desculpas, se despediu e rezou pra que nenhuma peça da sua moto voltasse a cair.

Creber

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Sobre waissfoüderes

A equipe "waissfouderes" é formada por Creber, Drica, Falácia, Felícia e Psicotropical. Por enquanto... Siga o nosso twitter: @waissfouder
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3 respostas para Carona Waissfoüder

  1. kkkkkkkkkkkkk……Tinha que ser o Fernando mesmo…..mano, que perrengue!

    Imagina só se ele se aventura a ir na casa dela???? Boca de lobo TOTAL!!!! rsrsrs!!!

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