Como sardinhas e tatus

 Acordar às 5 horas da manhã no inverno de São Paulo nem é tão ruim assim.

Creiam: O calor humano dos ônibus, lotações e metrô abarrotados acabam por compensar o frio e fazem até com que sintamos aquela saudade meio masoquista do vento gelado batendo no rosto.

A gente nunca sabe o que nos espera. Mas se souber levar tudo com bom humor dá até para fazer uma lista das situações hilárias e divertir-se contando para os amigos que não precisam se aventurar nos ônibus lotados.

Bem… O dia começa sempre com uma afronta à física. Ela sempre nos disse que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, né? Mas esqueceram de avisar os cobradores e motoristas. O “aperta aí que cabe” é a expressão mais ouvida nessas horas. “Vá chegando pro ladinho, ficando bem juntinho, lá no fundo para dar espaço para quem está entrando” ou “Ah, aqui na frente comigo não vai menos que três. Afinal, isso chama-se lotação” foram algumas das frases “meigas” e engraçadas que ouvi hoje pela manhã de quem dirigia uma das tais peruas.

Alguns motoristas têm também vocação para pilotos de F-1. Eles andam em uma velocidaaaade… Outro dia, um estava tão empolgado com o motor da máquina que não viu ou decidiu ignorar mesmo a presença de uma lombada… Eu, que quase nunca encontro lugar para sentar, estava nessa hora lá tranquila, sentada nos últimos assentos do ônibus. Sabia! Tinha que acontecer algo! E aconteceu… Achei que entraria em órbita com o salto fenomenal que eu involuntariamente dei… Perdi por alguns longos segundos o contato do meu traseiro com o banco. E já que anteriormente havia experimentado a sensação de andar sem por os pés no chão, dessa vez senti como seria voar ou viver na ausência de gravidade. Só sei que nem eu aguentei. Liberei o riso para as sardinhas companheiras, caindo eu primeiro na gargalhada. Porque a cena foi muito ridícula, confesso.

No metrô, a nossa habilidade para tatu é sempre testada. Sempre ficamos lá enfiados nos buracos (ops, túneis). “Devido a uma falha com um trem entre as estações X e Y…” E enquanto isso a gente fica lá, olhando uns para os outros. As expressões são fantásticas. Uns te olham com uma cara meio homicida, do tipo: “Por que está me olhando?”; outros se perdem nas músicas que saem de seus fones de ouvido; alguns se rendem a Morfeu e até dão um graças a Deus por aquela paradinha estratégica.

A situação do transporte público em São Paulo é muito #waissfoüder, mas enquanto tudo é promessa a gente aqui vai tentando ver a parte mais leve de tudo.

Drica

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